quinta-feira, 24 de maio de 2007

.. apenas acçoes sem fim!

Eram para aí umas duas da manha e eu na cama estava, olhando para tudo à minha volta. No escuro dei tiros sem destino, no escuro apontei a arma para mim. No entanto pensava em ti. Em ti estão os meus segredos, os meus desejos, só tu mudarás o “eu” que estou construindo aos poucos. Um “eu” cruel e frio, um “eu” com fim como um rio. Acabando num mar, num oceano onde me perderei. Acabando me perdendo em mim mesma usando o que me resta. O que resta de ti?

22-5-2007

Mara Sousa

quarta-feira, 2 de maio de 2007

*

Confio os meus sentimentos aos meus olhos, ao mar. Não os confio a ninguém, nem a mim, nem ao meu próprio coração que tão pouco se apercebe dos acontecimentos à sua volta, tão pouco se apercebe dos outros. Do meu próprio eu! Supostamente confiarei, novamente. Supostamente desiludir-me-ei, novamente.

2-5-2007

terça-feira, 1 de maio de 2007

:)

Acabo de deitar-me como o dever manda. Reflectir ou não sobre qualquer aspecto não se torna possível pois, neste momento encontro-me como um pássaro que tão pouco consegue voar com um terrível vento, numa estrondosa tempestade. Ou até mesmo, poderei encontrar-me como um pássaro, pensando que se trata de um simples humano dando asas à sua incapacitada reflexão proveniente de uma mera ilusão…

1-5-2007

Mara Sousa